sábado, 31 de dezembro de 2011

Desse ano, faço minha última postagem
por um pedido e por minha vontade
mas pode tirar vantagem

Dos conselhos eu tento me desvincular
mas eu gostaria de dizer,
mas mais para me afirmar,
que é preciso sonhar para viver

Acreditar que é possível conquistar
que algumas pessoas sempre terão aquela ''mesquinheza''
ou sonhar para distrair, voar e levitar
para sorrir e na vida reconhecer a grandeza

Que um ano com muitas poesias
se aproxime, com tédio e inspiração
na tentativa de satisfazer minhas fantasias
confundindo os mistérios do meu coração

Para não me estender
acredito ser o que eu queria dizer
e para 2012 entrar
agora vamos comemorar!!
ahahahahaha

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Insônia maldita
me faz parecer ridícula
entrando em desespero
mas calma, isso é exagero

só mais uma madrugada
e não há de ser nada
pra quem tem uma vida
além da noite mal dormida

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como é capaz meu coração
de transparecer indiferença
e esconder sua inquietação
obstruindo sua essência

Guardo por hora
aquele imenso grito calado
da minha própria senhora
que por vezes tenho sufocado

Horas em que o pássaro âmbar é lembrado
exigindo cena em minha presença
sem poder ser deixado de lado
mas expressando condolência

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Singela poesia ao meu lindo pai
em 15 de novembro

Papai, meu lindo!
que suporta minhas manias
que me deixa sorrindo,
inspiração dessa minha poesia.
Se engana a cantarolar
as suas canções,
meu aluno a dançar,
dono dos nossos corações.
Ginástica matinal ao se esticar
seu inglês todo erradinho
Meu coração pequeno ao amar
esse meu paizinho! ♥


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Leilane

Camélia perfumada
sempre tão amada
Flor celestial
com seu coração colonial

Bela sorridente,
faz-me valer meus dias!
Em ti a vida ardente
contente com tua companhia

Amigas de imediato se fez
companheiras de existência
Teu jeito delicado e cortês
para além da aparência

Teu cabelo florido
de marrom a alaranjado
A alegria do colorido
no teu céu estrelado

Nome de minha poesia
Minha imensa alegria
E o sorriso incontido
no teu rosto comovido

O prazer é todo meu
em compartilhar o mundo
E sei que também teu
em fazermos parte do conjunto

Para o teu nome de nascimento
adiciono significados
De imensidão de sentimento
estão todos acrescentados

Eternamente agradecida
ao viver próximo
dessa amada conhecida.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

to animada

to feliz
espero que continue assim
to tentando me resolver
tentando entender
o dia de sol que se faz em mim

me sinto leve, aliviada
a quase liberdade esperada
sentindo-se até injusta
e inclinando maneira segura

tudo delírio
imaginação (re)inventada
provindo do alívio
da face desperta(da)

despertar a mim
para as possibilidades
surgir o sim
das contrariedades

da realidade discreta
esperta, encoberta
daquela que disserta.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mais do que de repente
ela apareceu no portão
Estáticos, sem pensar em ir em frente
foi a nossa reação.
A máscara caiu
muito inesperadamente
e o rosto dela sorriu
Os braços independentes
receio não sentiu
me abraçaram ardentemente.
Espontâneas as perguntas
e o convite cordial
Nossas mentes conjuntas
naquele carnaval.
O choque já anestesiado
me fazendo pensar
e me deixando calado
do que vem a mudar.
E permito-me dispersar
com as minhas fantasias
Fazendo-me acreditar
satisfazer minhas pobres poesias.

domingo, 6 de novembro de 2011

I'd like

I would like
to have a bike
and go anywhere to ride
enjoy seeing the sights
just being taken by the tires
go through the country sides
only riding all way long till the night
even where there is any light to guide
It would be so nice
to have a bike.


sábado, 5 de novembro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

    Aquele menino e aquela menina, ele devia ter uns 5 anos e ela parecia ser ainda mais nova. Era um imenso jardim, e atrás dele tinha aquela casa de tamanho médio com algumas janelas e dava para ver a cortina mudando de formato com o vento, da janela ao lado direito da porta de madeira esculpida parecia um tecido de algodão branco com muitos desenhos de flores estampados, e a cortinha do lado esquerdo da porta eu quase não enxergava, mas parecia renda cor de rosa.
    E as crianças brincavam, como brincavam. A menina com lindo vestido rodado cor de lavanda e uma presilha nos cabelos castanhos enroladinhos esvoaçantes, ela se embalava no balanço da velha árvore, enquanto o menino, que usava um calção marrom e uma camisetinha branca, eu podia ver olhos bem claros e muito concentrados em juntar o monte de areia que o seu caminhãozinho iria transportar.
    Pude ouvir uma voz e as crianças ficaram atentas e se dirigiram rapidamente para a porta da casa que agora estava aberta. Sem muito esforço consegui sentir o cheiro de pão de queijo.
    Com aquele cheiro, atinha-me aquele céu azul com poucas nuvens que cintilava na grama verdinha e que há pouco estava iluminando os corpos daquelas doces crianças.
A luz está acesa
ela pode cegar ou fazer você virar as costas
ainda assim você verá sua sombra
na hora ceta você pode se virar e se tornar capaz de
nivelar seus olhos para que ela vá adentrando devagar
Ela vai continuar lá

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O mundo é capaz de mudança
Um por um
Quantos inatingíveis
Outros se fazem aliança
Ou se quer distância
Cada um na sua órbita
Magnetizando

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

aniversariando

Depois de algum tempo
Me deparo com esse espaço branco a ser preenchido pelos meus dedinhos

Uma mudança nos dígitos.
Como se de um dia para o outro a carga de responsabilidades recebesse um acréscimo gigante. Ao menos teoricamente. Porém, confesso que senti certa liberdade, ou algo próximo à isso. E muita, muita alegria ao compartilhar esse dia com tantas pessoas maravilhosas.
Minha camélia perfumada veio me visitar e me deixou maravilhosas lembranças, junto é claro, de seu perfume! Aquelas letras à mão escritas em um papel perfumado que umedece meus olhos. Seu jeito carinhoso, sorridente e simples de amar!
E depois my angel of music, com sua risada contagiante e seu jeito descontraído de ser.
O fim de noite que eu precisava, com aquele alívio, gratidão e sem palavras.
Que tento descrever aqui.
Tantos desejos de coisas boas e bons momentos.. tantos momentos a se viver
Ainda no começo de uma vida já vivida
Grata por viver, por chorar e por sorrir
Procurando prazer no vento, um de meus desafios
Mas deixando ele soprar

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que seria do tédio sem mim? Iria preencher o vazio com vazio?
Ao menos o meu agora foi impulsionado por alguma vontade
Vontade de escrever algo para dizer nada
E talvez deitar a cabeça e descansar com alguma satisfação
Tudo bem então
Se é assim, missão cumprida
Algumas coisas não precisam ser necessariamente 'suportadas', não?
Por isso não as seguirei, tentarei
Não que isso seja uma carta de anunciação ou proclamação, o que seja
Do que nada sabemos que virá

domingo, 18 de setembro de 2011

Camélia perfumada,

      Perdoe-me por não ter finalizado minhas últimas palavras. Quase posso ouvir você dizendo que não tem problema.
      Agora acho que trago melhores notícias, ao menos sinto a decisão mais próxima de mim. Sinto que estou à um piscar dela. Com olhos incertos pelo futuro mas que finalmente poderão ser mais transparentes. Muito que tenho ouvido nesses últimos dias, que tenho sentido, têm me levado para essa direção. Sei que se seguirá muitas outras indecisões e escolhas, mas essa é uma previsão muito óbvia, não?
      Ainda preciso definir mais algumas coisas para poder, enfim, tentar ser mais confiante e segura. Ser mais clara comigo mesma. E é ótimo ter com quem contar. Você é minha camélia preciosa, que criou raízes no meu coração e perfuma meus caminhos e meus sorrisos, aquela que eu faço questão de cuidar imensamente.
      Ah, minha bela sorridente! Que alegria para mim ter você.
      Tentarei agora me concentrar nos meus deveres, os quais devo ser mais responsável. Obrigada por todo seu carinho e sua atenção! Obrigada por sua existência ter se cruzado com a minha.
Às vezes ela faz merecer esse sentimento que me habita por alguns instantes. Ou eu faço merecer as peripécias que ela me propõe. Aceitando essa última opção, eu respiro um ar composto por compreensão, tolerância e indiferença, ou falta de vontade de correção, qualquer coisa que possa (re)mascarar meus olhos amargos. Ou vou me enganando desse jeito.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Minha querida Camélia,

      Como já sabe, dentro de mim se faz agora confusão. Minhas paixões, ambições e desejos utilizam a mim como marionete. Talvez eu saiba  o caminho que devo seguir e não tenha coragem de pegá-lo como via de mão única.
      Ouço pássaros e ouço o trânsito, dois ambientes em um mesmo lugar e, como ele, eu preciso encontrar minha harmonia e poder cantar como essas aves agora, desfrutando da liberdade.
      Sou aquela mulher dividida ao permanecer na indecisão. Invejo os pássaros agora.
      Talvez eu queira permanecer na dúvida como forma de escape, mas sei que no meu coração há decisões sendo tomadas e eu falho em abrir meus olhos e em soltar suas mãos para deixar-te ir. Reconheço ser um passo árduo de dimensão pouco explorada. Ou viver sobre sombras será minha sina. Assombrações.

domingo, 11 de setembro de 2011

Biofísica

Escrevendo para deixar o sono de lado
Deixando no vácuo a contração muscular
Olhando esse céu nublado
Procurando uma maneira de poder me acordar

Me irritando com tantas reclamações
As quais me provocam desgaste
Tentando me afastar das convenções
Para me livrar desse impasse

Meus olhos difíceis de abrir
O sono querendo me dominar
Vontade de não me deixar impedir
Querendo me encostar e enfim, poder sonhar

Estar contigo e sentir-me bem
Descobrindo em mim quem eu gosto de ser
E sentir que você também
Todo dia estar a nos conhecer

Com minhas palavras bobas a escrever
E você sempre com atenção ouvindo
Queremos o mundo todo ver
E passar os dias sorrindo

Embora turbilhão a me confundir
Um jeito daremos de encontrar
Às vezes me deixando louca ou quase te fazendo partir
Sentindo muito mais em nosso olhar
Tola que sou ao me reconhecer
E você sempre a compreender

09 de Setembro 11:10

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Transcrevendo

E esses dias têm passado de forma
Inexplicável, sublime corredeiras
E o vento tem soprado
Sentido em suas diferentes maneiras
Tuas palavras repletas de magnitude
Para mim, incentivando caminhos
Me torno cheia de gratidão
E meu lápis tornando-se convicção
Sentir as esferas da vida que
Tocam o meu ser
Deixar meu manuscrito para quem quiser ver
Reflete à mim com suas imperfeições
Sonhos para mais de uma vida, talvez
E se farão poemas, se farão canções
Quem sabe sonhos para uma vida inteira
Uma vida, reflexo de paixões
Esse caderno vitalício
Rabiscando, ainda que tudo torto
Deixando meu resquício
Do que um dia foi este corpo

uma manhã na grama, com o vento, com o sol e com um adorável cachorro em 29 de agosto

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Poesia dos ladrões

Roubo o que me convém
E certas coisas me roubam também

Escrever tanta coisa
De tanto que aconteceu
E pouco deixou-se de lado para ser sentido
Espero, ao menos
Tantas sensações
Inéditas, talvez
Repletas de magnitude?
Quem sabe
Aqueles que estiveram lá e puderam sentir
O que foi deixado no ar
Com rima, com palavras
Extasiada de alegria
Permitindo o vento balançar
Expandir, se perfumar
Deixar o vento
Não, abrir os ouvidos
Palavras soltas
Como essa
Ao vento
E o contexto
A leitura
São obras desse leitor
Toma-me a mim como sua leitura
Sua parcela de vida
Energia
Linhas primárias
Bobas, ingênuas
Com vida própria pulsando para fora
Quero isso e quero mais
Quero o mundo todo
Quero sentir
Te quero bem
Te quero a sorrir

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Garoa matinal

     Você tinha que ir. Quisera eu o contrário. E de repente eu me vi nos afastando à força e me controlando para seguir meus passos e não olhar aquele maldito automóvel se distanciando, levando a vivacidade dos meus olhos, a vontade dos meus braços, o ardor dos meus lábios.. levando você.
     Procurando por uma direção para dar sentido aos meus passos, mas ela não apareceu. Meu corpo e mente estáticos não pertenciam àquele lugar, ou pertenciam e por isso eu precisava sair dali, daqueles olhares e imagens.
     Seguindo qualquer rua que prolongasse o trajeto, no intuito de não chegar. Caminhei por vielas que nunca havia avistado e muito menos soubera onde desaguaria. O sol tímido no alto cheio de poder, e no asfalto havia resquícios do que havia sido aquela manhã. Aqueles espelhos refletiam o que eu não tivera o empenho de levantar o rosto. Os pedaços de céu aos meus pés. Implorando por atenção. E eu sentindo os efeitos na superfície, e mais.
     Me atendo àquele maldito ônibus. O grito contido que você odeia, e eu tentei libertá-lo. Mas eu nunca tenho o que dizer. Sinta o desespero dos meus olhos.
     Toda aquela garoa guardada. Seus movimentos inquietos demonstrando o que você não fez. Ou o que não disse. Nossas palavras ásperas.
Lutando para ser forte quando a fraqueza quer aparecer.
     Me atendo ao maldito ônibus e sua (re)aparição.

domingo, 7 de agosto de 2011

Estou com vontade de dizer 'que idiota você'. Sentiu-se ofendido e veio querer me agredir.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tumulto

     Nos corredores, nas ruas, nas calçadas, no coreto, nas salas, no pátio, no elevador, nas escadarias, nos parques, nas alamedas, nos prédios ... sempre encontraremos pessoas que produzem tanto barulho que não são hábeis de ouvir seus próprios balbucios. Talvez ouçam melhor os dos outros, ou nem isso. Suas confusões sempre se confundirão. Isso com qualquer pessoa também. Até no ambiente hospitalar. O silêncio não muda as percepções. Elas estão lá de forma diferenciada. Talvez mais acentuada, ou não.
     Reclamações e mais reclamações... nossa sina?
Cansaço físico e mental tomando conta de todas as minhas lacunas. E algumas pessoas sempre nos deixarão com altos níveis de serotonina. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fazendo esse post só para expressar um pouco do quanto eu gosto do Juvena e do Frind, mas mais ainda do Lucas

domingo, 31 de julho de 2011

Para satisfazer o tédio

Que a chuva traga alívio imediato..

      E choveu o dia todo, e no dia seguinte também. O céu cinzento inibiu a sensação do passar as horas. Estava eu sentada naquela cadeira barulhenta o dia todo, oscilando entre fazer nada e deixar o tédio para depois. Querendo me culpar pela despreocupação sabendo que ainda não quero que passe. Talvez seja um descaso, mas o bloqueio para abrir aquele livro tem sido unânime. Então a despreocupação seria só um fator? Nem pior, nem melhor. Só ali.
      Mas algo que tem quase me incomodado, é essa necessidade de resposta para continuar uma conversa. Precisar escrever, falar uma monossílaba para demonstrar que a atenção está sendo fornecida. Eu já precisei disso. Agora vejo que não é o que mantém a conversa ativa. Falaram-me esses dias que o combustível da conversa é o interesse. A partir daí, deixei minha 'tese' de lado, que seria que quanto mais tempo ficamos sem falar com alguém, menos assunto parece existir. Tentarei deixar as monossílabas de lado para ver o que acontece, depois relato o meu experimento. Ou não.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

   Temperatura agradável. Hora de voltar à rotina, agora renovada. Uma espécie de revitalização  preencheu o dia, a dose de ânimo, empolgação, sonhos e a visualização de novas barreiras. Com isso, a consciência de duras batalhas internas também e persistência necessária. Mas mais ainda a vontade de aproveitar o tempo de forma única e tão esplêndida.
   Encontros saudosos, ainda que meu monólogo tenha me incomodado. E o olhar atencioso àquelas flores tão conhecidas. Quando pequena cultivávamos no nosso jardim. E depois que já haviam secado, a técnica de replantá-las mais tarde, fascinava-me. Como um ritual, tomávamos conta de plantar, hidratar, apreciar e colher as sementes ocultas das antigas flores que seriam criadas novas. Como uma flor genealógica.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Uma manhã amena

   Ele acordou bem mais cedo que o habitual naquela manhã e foi surpreendido por uma figura conhecida. Não que ele não esperasse a tal surpresa, ou ainda menos ela. Como se estivessem prestes a adentrar a uma espécie de tempo abstrato, mas ainda assim a realidade restante naquele momento marcava território. Uma fissura no tempo movida por sensações e paixões. Imaginário ainda parecia todo aquele contato, que custou à eles acreditarem que não era um engano cerebral. A peculiaridade do cheiro, do sabor, da temperatura e do toque. Ele, por sua vez, abraçava-a de tempos em tempos como para ter mais prova da consistência temporária de toda aquela situação.
   Se em alguns momentos aquele olhar era doce e cuidadoso, em outros foi agressivamente zombeteiro e desrespeitoso. Em poucos minutos ele a fez sentir tão pequena, prestes a sumir. Como se os gostos dela, as suas opiniões fossem absurdas e insignificantes, de modo que só estavam ali para o divertimento dele. Nada mais. Tão irredutível no seu mundo. Ela mal conseguira expressar tudo o que havia pensado, por mais que ele tivesse perguntado algumas vezes.
   Depois de toda aquela repreensão, era difícil liberar seus pensamentos para uma próxima posição de defesa. Talvez fosse a ingenuidade dele ao receber opiniões divergentes, infantilidade, imaturidade, ela não sabia. Justificável, porém, ainda agressivo, impertinente e inconveniente. Mais uma vez ela se viu em um abismo de controvérsias praticamente impossível de se ultrapassar. Ela se pegou olhando para a rua mais que deveria, esperando pelo momento de tornar lembrança.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Confissões, talvez

Cuidado próprio praticamente inexistente. Situações à tona tão meramente imprudentes.
Eu acordo e me deparo com as diferenças gritando em meus ouvidos, aqueles valores interpretados de forma diferentes. Bebida que afasta a lucidez. Ou pior. O efeito psicológico causado em mim é mais assustador que o que em você, aparentemente. Pois só posso dizer da minha parte, já que da sua você parece levar de maneira leviana e passageira - aparentemente. Não que não te afete, mas parece tão pouco que me paralisa. Eu explodo de raiva, como se eu pudesse controlar seu andar, ou talvez porque eu poderia ter colaborado para você ter se desviado dessa tendência ruim. Serei pretensiosa ao dizer que conheço seu melhor e seu pior você. E não acho que eu tentei arduamente contornar ou amenizar seus valores ruins. Como se um ser humano pudesse fazer isso, ainda mais sem a ajuda do suposto ajudado. Por isso eu me decepciono, me enfureço, me acalmo e me recomponho. Conheço seus lados, como o bom você pode transparecer, e o quão amável você pode ser, e por isso espero mais amorosidade. Mas eu me decepcionar ou não é meu direito e isso pouco importa. O caminho é seu.