segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que seria do tédio sem mim? Iria preencher o vazio com vazio?
Ao menos o meu agora foi impulsionado por alguma vontade
Vontade de escrever algo para dizer nada
E talvez deitar a cabeça e descansar com alguma satisfação
Tudo bem então
Se é assim, missão cumprida
Algumas coisas não precisam ser necessariamente 'suportadas', não?
Por isso não as seguirei, tentarei
Não que isso seja uma carta de anunciação ou proclamação, o que seja
Do que nada sabemos que virá

domingo, 18 de setembro de 2011

Camélia perfumada,

      Perdoe-me por não ter finalizado minhas últimas palavras. Quase posso ouvir você dizendo que não tem problema.
      Agora acho que trago melhores notícias, ao menos sinto a decisão mais próxima de mim. Sinto que estou à um piscar dela. Com olhos incertos pelo futuro mas que finalmente poderão ser mais transparentes. Muito que tenho ouvido nesses últimos dias, que tenho sentido, têm me levado para essa direção. Sei que se seguirá muitas outras indecisões e escolhas, mas essa é uma previsão muito óbvia, não?
      Ainda preciso definir mais algumas coisas para poder, enfim, tentar ser mais confiante e segura. Ser mais clara comigo mesma. E é ótimo ter com quem contar. Você é minha camélia preciosa, que criou raízes no meu coração e perfuma meus caminhos e meus sorrisos, aquela que eu faço questão de cuidar imensamente.
      Ah, minha bela sorridente! Que alegria para mim ter você.
      Tentarei agora me concentrar nos meus deveres, os quais devo ser mais responsável. Obrigada por todo seu carinho e sua atenção! Obrigada por sua existência ter se cruzado com a minha.
Às vezes ela faz merecer esse sentimento que me habita por alguns instantes. Ou eu faço merecer as peripécias que ela me propõe. Aceitando essa última opção, eu respiro um ar composto por compreensão, tolerância e indiferença, ou falta de vontade de correção, qualquer coisa que possa (re)mascarar meus olhos amargos. Ou vou me enganando desse jeito.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Minha querida Camélia,

      Como já sabe, dentro de mim se faz agora confusão. Minhas paixões, ambições e desejos utilizam a mim como marionete. Talvez eu saiba  o caminho que devo seguir e não tenha coragem de pegá-lo como via de mão única.
      Ouço pássaros e ouço o trânsito, dois ambientes em um mesmo lugar e, como ele, eu preciso encontrar minha harmonia e poder cantar como essas aves agora, desfrutando da liberdade.
      Sou aquela mulher dividida ao permanecer na indecisão. Invejo os pássaros agora.
      Talvez eu queira permanecer na dúvida como forma de escape, mas sei que no meu coração há decisões sendo tomadas e eu falho em abrir meus olhos e em soltar suas mãos para deixar-te ir. Reconheço ser um passo árduo de dimensão pouco explorada. Ou viver sobre sombras será minha sina. Assombrações.

domingo, 11 de setembro de 2011

Biofísica

Escrevendo para deixar o sono de lado
Deixando no vácuo a contração muscular
Olhando esse céu nublado
Procurando uma maneira de poder me acordar

Me irritando com tantas reclamações
As quais me provocam desgaste
Tentando me afastar das convenções
Para me livrar desse impasse

Meus olhos difíceis de abrir
O sono querendo me dominar
Vontade de não me deixar impedir
Querendo me encostar e enfim, poder sonhar

Estar contigo e sentir-me bem
Descobrindo em mim quem eu gosto de ser
E sentir que você também
Todo dia estar a nos conhecer

Com minhas palavras bobas a escrever
E você sempre com atenção ouvindo
Queremos o mundo todo ver
E passar os dias sorrindo

Embora turbilhão a me confundir
Um jeito daremos de encontrar
Às vezes me deixando louca ou quase te fazendo partir
Sentindo muito mais em nosso olhar
Tola que sou ao me reconhecer
E você sempre a compreender

09 de Setembro 11:10