Roubo o que me convém
E certas coisas me roubam também
Escrever tanta coisa
De tanto que aconteceu
E pouco deixou-se de lado para ser sentido
Espero, ao menos
Tantas sensações
Inéditas, talvez
Repletas de magnitude?
Quem sabe
Aqueles que estiveram lá e puderam sentir
O que foi deixado no ar
Com rima, com palavras
Extasiada de alegria
Permitindo o vento balançar
Expandir, se perfumar
Deixar o vento
Não, abrir os ouvidos
Palavras soltas
Como essa
Ao vento
E o contexto
A leitura
São obras desse leitor
Toma-me a mim como sua leitura
Sua parcela de vida
Energia
Linhas primárias
Bobas, ingênuas
Com vida própria pulsando para fora
Quero isso e quero mais
Quero o mundo todo
Quero sentir
Te quero bem
Te quero a sorrir
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