sexta-feira, 21 de outubro de 2011

    Aquele menino e aquela menina, ele devia ter uns 5 anos e ela parecia ser ainda mais nova. Era um imenso jardim, e atrás dele tinha aquela casa de tamanho médio com algumas janelas e dava para ver a cortina mudando de formato com o vento, da janela ao lado direito da porta de madeira esculpida parecia um tecido de algodão branco com muitos desenhos de flores estampados, e a cortinha do lado esquerdo da porta eu quase não enxergava, mas parecia renda cor de rosa.
    E as crianças brincavam, como brincavam. A menina com lindo vestido rodado cor de lavanda e uma presilha nos cabelos castanhos enroladinhos esvoaçantes, ela se embalava no balanço da velha árvore, enquanto o menino, que usava um calção marrom e uma camisetinha branca, eu podia ver olhos bem claros e muito concentrados em juntar o monte de areia que o seu caminhãozinho iria transportar.
    Pude ouvir uma voz e as crianças ficaram atentas e se dirigiram rapidamente para a porta da casa que agora estava aberta. Sem muito esforço consegui sentir o cheiro de pão de queijo.
    Com aquele cheiro, atinha-me aquele céu azul com poucas nuvens que cintilava na grama verdinha e que há pouco estava iluminando os corpos daquelas doces crianças.

Nenhum comentário:

Postar um comentário