quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Transcrevendo

E esses dias têm passado de forma
Inexplicável, sublime corredeiras
E o vento tem soprado
Sentido em suas diferentes maneiras
Tuas palavras repletas de magnitude
Para mim, incentivando caminhos
Me torno cheia de gratidão
E meu lápis tornando-se convicção
Sentir as esferas da vida que
Tocam o meu ser
Deixar meu manuscrito para quem quiser ver
Reflete à mim com suas imperfeições
Sonhos para mais de uma vida, talvez
E se farão poemas, se farão canções
Quem sabe sonhos para uma vida inteira
Uma vida, reflexo de paixões
Esse caderno vitalício
Rabiscando, ainda que tudo torto
Deixando meu resquício
Do que um dia foi este corpo

uma manhã na grama, com o vento, com o sol e com um adorável cachorro em 29 de agosto

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Poesia dos ladrões

Roubo o que me convém
E certas coisas me roubam também

Escrever tanta coisa
De tanto que aconteceu
E pouco deixou-se de lado para ser sentido
Espero, ao menos
Tantas sensações
Inéditas, talvez
Repletas de magnitude?
Quem sabe
Aqueles que estiveram lá e puderam sentir
O que foi deixado no ar
Com rima, com palavras
Extasiada de alegria
Permitindo o vento balançar
Expandir, se perfumar
Deixar o vento
Não, abrir os ouvidos
Palavras soltas
Como essa
Ao vento
E o contexto
A leitura
São obras desse leitor
Toma-me a mim como sua leitura
Sua parcela de vida
Energia
Linhas primárias
Bobas, ingênuas
Com vida própria pulsando para fora
Quero isso e quero mais
Quero o mundo todo
Quero sentir
Te quero bem
Te quero a sorrir

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Garoa matinal

     Você tinha que ir. Quisera eu o contrário. E de repente eu me vi nos afastando à força e me controlando para seguir meus passos e não olhar aquele maldito automóvel se distanciando, levando a vivacidade dos meus olhos, a vontade dos meus braços, o ardor dos meus lábios.. levando você.
     Procurando por uma direção para dar sentido aos meus passos, mas ela não apareceu. Meu corpo e mente estáticos não pertenciam àquele lugar, ou pertenciam e por isso eu precisava sair dali, daqueles olhares e imagens.
     Seguindo qualquer rua que prolongasse o trajeto, no intuito de não chegar. Caminhei por vielas que nunca havia avistado e muito menos soubera onde desaguaria. O sol tímido no alto cheio de poder, e no asfalto havia resquícios do que havia sido aquela manhã. Aqueles espelhos refletiam o que eu não tivera o empenho de levantar o rosto. Os pedaços de céu aos meus pés. Implorando por atenção. E eu sentindo os efeitos na superfície, e mais.
     Me atendo àquele maldito ônibus. O grito contido que você odeia, e eu tentei libertá-lo. Mas eu nunca tenho o que dizer. Sinta o desespero dos meus olhos.
     Toda aquela garoa guardada. Seus movimentos inquietos demonstrando o que você não fez. Ou o que não disse. Nossas palavras ásperas.
Lutando para ser forte quando a fraqueza quer aparecer.
     Me atendo ao maldito ônibus e sua (re)aparição.

domingo, 7 de agosto de 2011

Estou com vontade de dizer 'que idiota você'. Sentiu-se ofendido e veio querer me agredir.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tumulto

     Nos corredores, nas ruas, nas calçadas, no coreto, nas salas, no pátio, no elevador, nas escadarias, nos parques, nas alamedas, nos prédios ... sempre encontraremos pessoas que produzem tanto barulho que não são hábeis de ouvir seus próprios balbucios. Talvez ouçam melhor os dos outros, ou nem isso. Suas confusões sempre se confundirão. Isso com qualquer pessoa também. Até no ambiente hospitalar. O silêncio não muda as percepções. Elas estão lá de forma diferenciada. Talvez mais acentuada, ou não.
     Reclamações e mais reclamações... nossa sina?
Cansaço físico e mental tomando conta de todas as minhas lacunas. E algumas pessoas sempre nos deixarão com altos níveis de serotonina. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fazendo esse post só para expressar um pouco do quanto eu gosto do Juvena e do Frind, mas mais ainda do Lucas

domingo, 31 de julho de 2011

Para satisfazer o tédio

Que a chuva traga alívio imediato..

      E choveu o dia todo, e no dia seguinte também. O céu cinzento inibiu a sensação do passar as horas. Estava eu sentada naquela cadeira barulhenta o dia todo, oscilando entre fazer nada e deixar o tédio para depois. Querendo me culpar pela despreocupação sabendo que ainda não quero que passe. Talvez seja um descaso, mas o bloqueio para abrir aquele livro tem sido unânime. Então a despreocupação seria só um fator? Nem pior, nem melhor. Só ali.
      Mas algo que tem quase me incomodado, é essa necessidade de resposta para continuar uma conversa. Precisar escrever, falar uma monossílaba para demonstrar que a atenção está sendo fornecida. Eu já precisei disso. Agora vejo que não é o que mantém a conversa ativa. Falaram-me esses dias que o combustível da conversa é o interesse. A partir daí, deixei minha 'tese' de lado, que seria que quanto mais tempo ficamos sem falar com alguém, menos assunto parece existir. Tentarei deixar as monossílabas de lado para ver o que acontece, depois relato o meu experimento. Ou não.