Que a chuva traga alívio imediato..
E choveu o dia todo, e no dia seguinte também. O céu cinzento inibiu a sensação do passar as horas. Estava eu sentada naquela cadeira barulhenta o dia todo, oscilando entre fazer nada e deixar o tédio para depois. Querendo me culpar pela despreocupação sabendo que ainda não quero que passe. Talvez seja um descaso, mas o bloqueio para abrir aquele livro tem sido unânime. Então a despreocupação seria só um fator? Nem pior, nem melhor. Só ali.
Mas algo que tem quase me incomodado, é essa necessidade de resposta para continuar uma conversa. Precisar escrever, falar uma monossílaba para demonstrar que a atenção está sendo fornecida. Eu já precisei disso. Agora vejo que não é o que mantém a conversa ativa. Falaram-me esses dias que o combustível da conversa é o interesse. A partir daí, deixei minha 'tese' de lado, que seria que quanto mais tempo ficamos sem falar com alguém, menos assunto parece existir. Tentarei deixar as monossílabas de lado para ver o que acontece, depois relato o meu experimento. Ou não.
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Temperatura agradável. Hora de voltar à rotina, agora renovada. Uma espécie de revitalização preencheu o dia, a dose de ânimo, empolgação, sonhos e a visualização de novas barreiras. Com isso, a consciência de duras batalhas internas também e persistência necessária. Mas mais ainda a vontade de aproveitar o tempo de forma única e tão esplêndida.
Encontros saudosos, ainda que meu monólogo tenha me incomodado. E o olhar atencioso àquelas flores tão conhecidas. Quando pequena cultivávamos no nosso jardim. E depois que já haviam secado, a técnica de replantá-las mais tarde, fascinava-me. Como um ritual, tomávamos conta de plantar, hidratar, apreciar e colher as sementes ocultas das antigas flores que seriam criadas novas. Como uma flor genealógica.
Encontros saudosos, ainda que meu monólogo tenha me incomodado. E o olhar atencioso àquelas flores tão conhecidas. Quando pequena cultivávamos no nosso jardim. E depois que já haviam secado, a técnica de replantá-las mais tarde, fascinava-me. Como um ritual, tomávamos conta de plantar, hidratar, apreciar e colher as sementes ocultas das antigas flores que seriam criadas novas. Como uma flor genealógica.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Uma manhã amena
Ele acordou bem mais cedo que o habitual naquela manhã e foi surpreendido por uma figura conhecida. Não que ele não esperasse a tal surpresa, ou ainda menos ela. Como se estivessem prestes a adentrar a uma espécie de tempo abstrato, mas ainda assim a realidade restante naquele momento marcava território. Uma fissura no tempo movida por sensações e paixões. Imaginário ainda parecia todo aquele contato, que custou à eles acreditarem que não era um engano cerebral. A peculiaridade do cheiro, do sabor, da temperatura e do toque. Ele, por sua vez, abraçava-a de tempos em tempos como para ter mais prova da consistência temporária de toda aquela situação.
Se em alguns momentos aquele olhar era doce e cuidadoso, em outros foi agressivamente zombeteiro e desrespeitoso. Em poucos minutos ele a fez sentir tão pequena, prestes a sumir. Como se os gostos dela, as suas opiniões fossem absurdas e insignificantes, de modo que só estavam ali para o divertimento dele. Nada mais. Tão irredutível no seu mundo. Ela mal conseguira expressar tudo o que havia pensado, por mais que ele tivesse perguntado algumas vezes.
Depois de toda aquela repreensão, era difícil liberar seus pensamentos para uma próxima posição de defesa. Talvez fosse a ingenuidade dele ao receber opiniões divergentes, infantilidade, imaturidade, ela não sabia. Justificável, porém, ainda agressivo, impertinente e inconveniente. Mais uma vez ela se viu em um abismo de controvérsias praticamente impossível de se ultrapassar. Ela se pegou olhando para a rua mais que deveria, esperando pelo momento de tornar lembrança.
Se em alguns momentos aquele olhar era doce e cuidadoso, em outros foi agressivamente zombeteiro e desrespeitoso. Em poucos minutos ele a fez sentir tão pequena, prestes a sumir. Como se os gostos dela, as suas opiniões fossem absurdas e insignificantes, de modo que só estavam ali para o divertimento dele. Nada mais. Tão irredutível no seu mundo. Ela mal conseguira expressar tudo o que havia pensado, por mais que ele tivesse perguntado algumas vezes.
Depois de toda aquela repreensão, era difícil liberar seus pensamentos para uma próxima posição de defesa. Talvez fosse a ingenuidade dele ao receber opiniões divergentes, infantilidade, imaturidade, ela não sabia. Justificável, porém, ainda agressivo, impertinente e inconveniente. Mais uma vez ela se viu em um abismo de controvérsias praticamente impossível de se ultrapassar. Ela se pegou olhando para a rua mais que deveria, esperando pelo momento de tornar lembrança.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Confissões, talvez
Cuidado próprio praticamente inexistente. Situações à tona tão meramente imprudentes.
Eu acordo e me deparo com as diferenças gritando em meus ouvidos, aqueles valores interpretados de forma diferentes. Bebida que afasta a lucidez. Ou pior. O efeito psicológico causado em mim é mais assustador que o que em você, aparentemente. Pois só posso dizer da minha parte, já que da sua você parece levar de maneira leviana e passageira - aparentemente. Não que não te afete, mas parece tão pouco que me paralisa. Eu explodo de raiva, como se eu pudesse controlar seu andar, ou talvez porque eu poderia ter colaborado para você ter se desviado dessa tendência ruim. Serei pretensiosa ao dizer que conheço seu melhor e seu pior você. E não acho que eu tentei arduamente contornar ou amenizar seus valores ruins. Como se um ser humano pudesse fazer isso, ainda mais sem a ajuda do suposto ajudado. Por isso eu me decepciono, me enfureço, me acalmo e me recomponho. Conheço seus lados, como o bom você pode transparecer, e o quão amável você pode ser, e por isso espero mais amorosidade. Mas eu me decepcionar ou não é meu direito e isso pouco importa. O caminho é seu.
Eu acordo e me deparo com as diferenças gritando em meus ouvidos, aqueles valores interpretados de forma diferentes. Bebida que afasta a lucidez. Ou pior. O efeito psicológico causado em mim é mais assustador que o que em você, aparentemente. Pois só posso dizer da minha parte, já que da sua você parece levar de maneira leviana e passageira - aparentemente. Não que não te afete, mas parece tão pouco que me paralisa. Eu explodo de raiva, como se eu pudesse controlar seu andar, ou talvez porque eu poderia ter colaborado para você ter se desviado dessa tendência ruim. Serei pretensiosa ao dizer que conheço seu melhor e seu pior você. E não acho que eu tentei arduamente contornar ou amenizar seus valores ruins. Como se um ser humano pudesse fazer isso, ainda mais sem a ajuda do suposto ajudado. Por isso eu me decepciono, me enfureço, me acalmo e me recomponho. Conheço seus lados, como o bom você pode transparecer, e o quão amável você pode ser, e por isso espero mais amorosidade. Mas eu me decepcionar ou não é meu direito e isso pouco importa. O caminho é seu.
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