domingo, 11 de novembro de 2012

E a hora da decolagem se aproxima
os medos vão crescendo moderadamente
ou nem tanto
e sentimentos, pessoas, lugares
começa a fazer sentido aquele pensamento
de que o que a gente leva de tudo
é aquilo que tá dentro de nós
as amizades que fazemos.. os momentos
experiências.

Alguns anos de alegrias, doces companhias
frustrações e conflitos
parecem não caber em uma mala de 22kg
ou algo parecido

Mas é como se fosse o material dessa mala
o que vai nos moldando
e a maneira como enfrentamos situações
que define o espaço bom
para agregar

De qualquer forma
é preciso selecionar
para trazer ela praticamente transbordando
mudar o envólucro

Crescer, evoluir.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Fora a lua sorrindo
que ainda não te viu partindo
Fora minha imaginação
que gera essa desilusão

terça-feira, 31 de julho de 2012

Será que voltaste
ou está só de passagem?
Nem se anunciaste
e já está aqui nessa postagem

Me deixou de lado
assim sem explicação
Um tempo assombrado
Levado fora a inspiração

Quando o alfabeto
não fazia uma palavra
E embaixo desse teto
sorriso se comprava

Que isso seja passado
visto que voltei aqui
apertando esse teclado
tecla lá e tecla ali

Já que veio
eu vou aproveitar
esse seu passeio
e apertar o publicar
Floresceu antes da primavera
minha Camélia
Voltou!

Doce é teu amor
que alegra meu coração
E não tem sumiço
que diminua isso

Passamos pelo silêncio
com o peito apertado
Bem vindo sempre és
o teu mundo encantado

És a melodia da garoa
que faz meu corpo dançar
És essa boa pessoa
que veio me iluminar

A falta é tanta!
De carregar não é leve
Mas meu amor agora canta
por que te verei em breve!

domingo, 22 de julho de 2012

Acabam chegando as horas em que quase todos gostariam de trocar sua solidão por uma união qualquer, por mais banal e sem valor que seja, trocá-la pela aparência de uma mínima concordância com o próximo, mesmo que com a pessoa mais indigna... No entanto, talvez sejam justamente essas as horas em que a solidão cresce [...].
Rilke

A superfície é 'tão rasa como uma folha de papel'. Isso ela ouviu algumas vezes. 'Mas ao menos tenho algo para me encobrir' pensou nos últimos tempos.

Ainda que raso fosse
profundidade mínima
pudera ser doce
o devaneio da menina

Por que quem
nunca houvera de ter usufruído
dessa enganação

Máscaras todos têm,
ela seria só mais uma a reconhecer.

"Há um número imensos de pessoas, mas o número de rostos é muito maior, pois cada uma delas possui vários". Rilke

domingo, 8 de julho de 2012

O ar noturno sempre trará pensamentos
que passam despercebidos pela luz do dia
Escondidos com a luz
eles se mostram no escuro
Indefesos, ingênuos
pensamentos, nada mais

Pudera ser a intimidade com o escuro
o flerte com a lua
que trouxera à tona
a loucura sua

O mundo entendido
à sua maneira
sem passar despercebido
mas sem dar bandeira

É embutido demais
percebido no traço
de linhas proximais
que formariam um abraço

Sonhos, visões
alma sonâmbula
inventando aparições

segunda-feira, 2 de julho de 2012

E perdi a poesia
depois de encarar
o rosto que eu já conhecia

Ela não lembrava mais como se escrevia
mas ainda pegava a caneta

Que sejam linhas difíceis

domingo, 1 de julho de 2012

      Só não pense que aqui sofro desilusões; pelo contrário. Admira-me, Às vezes, com que prontidão eu renuncio a tudo o que eu esperava em favor daquilo que é real, mesmo quando é ruim.
Meu Deus, se algo disso pudesse ser partilhado. Mas se então isso ainda seria, ainda seria? Não, isso é apenas ao preço de se estar só.

Os Cadernos de Malte Laurids Brigge

domingo, 6 de maio de 2012

Sarah se preocupava com o futuro dos pinguços. Eu também não gostava daquilo. Por outro lado, não podia vê-los sentados em torno da minha porta da frente, bebendo e contando suas histórias. Muitas vezes o charme diminui quando chega perto demais da realidade. E quantos irmãos a gente pode manter?

Hollywood - Bukowski p. 151


A simplicidade é sempre o segredo para uma profunda verdade, para escrever, para pintar. A vida é profunda em sua simplicidade. Acho que a pista de corridas me mantém consciente disso.
Mas, num outro sentido, a pista de corridas é doença, um recheio, um substituto para outra coisa que se deve enfrentar. Contudo, todos nós precisamos de fuga. As horas são longas e têm de ser preenchidas de algum modo até nossa morte. E simplesmente não há muita glória e sensação para ajudar. Tudo se torna logo chato e mortal. Acordamos pela manha, jogamos os pés para fora da cama, colocamo-los no chão e pensamos ah, merda, e agora?

Hollywood - Bukowski p. 205-206

quarta-feira, 2 de maio de 2012


O menino havia me colocado
Atrás do último exemplar da prateleira
Com livros antigos, enfileirados
E depois de ver o tempo passar
Eu fui tomar um ar.
Fui arremessada pelo vento
E fiquei sem reação
Em branco o pensamento
Até tomar outra direção.
Eu te olhei
Você me olhou
E o tempo não passou.
'É estupidez'
Ela pensou
Só dar o passo da vez
Mas a menina travou.
Fugir é fácil demais.
Talvez seja bobagem
O que foi só uma passagem.
Mas o que diria ele
Que escrevera em minhas páginas
Já não sei mais suas lástimas
Nem o que sentiu
Quando de repente me viu.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que o menino sonha?
quando se prepara para deitar
Além do travesseiro e fronha
um mundo inteiro para visitar?

Ou para um ordinário dia
cantarolar uma canção
Oferecer a empatia
de uma improvisação

Fazer um rabisco
e depois contornar
Trazer um chuvisco
para poder dançar

Sonhar sem limites
eu diria ao menino
Arrisco esse palpite
no poema pequenino

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Minha dama dos olhos claros

Tão doce e gentil
de sorriso acolhedor
com jeito juvenil
estamos ao seu dispor

Fica fácil amar alguém
de coração tão cordial
Descrever não me convém
mas ta aí meu amor gramatical

Aprendendo juntas a semear
para sermos gratidão
Gratos por você nos amar
de um jeito sem condição

E quanto ainda vamos caminhar
espero que de mãos dadas
você não falha a nos incentivar
e te fazemos mulher amada

Aguentar nossas manias
colocar-nos em união
Pra ti minha poesia
de todo o coração

Para aquela que me deu aniversário
Hoje seu dia no calendário
Aquela que chamo de Mãe
05 de abril

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Revoada

Vamos pegar um trem
pra destino qualquer
Vamos viajar, meu bem
fazer aquilo que quiser

Pegue sua coragem
e me encontre na estação
Para começarmos a nossa viagem
e seguirmos a embarcação

Ponha na sua bagagem
somente o essencial
Como a sua passagem
e seu sorriso cordial

Para encontrar a ferrovia
basta sua decisão
Começar na bilheteria
e depois não abrir mão

E que não seja apenas brasa
quando é preciso persistir
E quando sentir falta de casa
a lembrança nos fará sorrir

Venha sentir o orvalho
que traz o novo dia
Ou dançar no assoalho
assim, sem melodia

Alimente seu melhor sonho
o que te faz suspirar
Pois é para ele que componho,
para podermos embarcar

terça-feira, 27 de março de 2012

Poetas da garoa

Correm todos em uma fileira
Depressa querem fugir
pois sabem que a chuva é perfeita
Pra quem gosta de dormir

E deixam a chuva escoar
Até se acharem seguros
Para poderem se virar
E ver a beleza do mundo

Deixa-se fácil o porque
Sabendo que nos olhos
É o coração quem vê.

Ah, e é essa a simplicidade
Que os fazem entender, que sacia
Que traz amorosidade
Preenche a noite vazia

domingo, 25 de março de 2012

Ah, minha doce Amora!
você é sempre tão bem-vinda
Perdoe-me a demora
mas cada texto tem sua hora

E você entende isso tão bem
Foi me achar no seu abraço
Você sabe melhor que ninguém
como é bom esse nosso laço

Laço de amor fraternal
ah, de amor sem igual
E todo carnaval tem seu final
mas viver contigo é um lindo festival

E essas minhas simples poesias
me trazem um pouco de satisfação
Ao menos é mais magia
nessa nossa pequena condição

Feliz somos nós que temos você
com toda sua amorosidade
Não precisamos de um porquê
nos bastamos com a simplicidade

Para minha Tati Guera
E os dias nublados
com sua beleza escondida
Onde poucos haviam sonhado
com alegria colorida

quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma segunda feira

Eu estava no lugar marcado
daquela antiga aparição
Um golpe condenado
da minha falha intuição

O mesmo local
do déjà vu soterrado
O meu fora do habitual
daquele tempo relembrado

Me ver em lembranças
e pegar a marcha ré
Aumentar as inconstâncias
para me ver em pé

Tempo corrente
onde relógio não se limita
Força aparente
alimentar esse eremita

terça-feira, 6 de março de 2012

04 de março

A cortina esvoaçante
o vento batendo na janela
meu coração pulsante
a olhar a cidadela

Prefiro minhas rimas pobres
que rima nenhuma
boas intenções as cobrem
talvez nem todas, mas algumas

Se essa é minha voz
deixa sair como quiser
ainda que não seja feroz
está aqui como vier

Minhas palavras tão pequeninas
passam despercebidas
como o voo da cortina
que na janela é mantida