terça-feira, 6 de março de 2012

04 de março

A cortina esvoaçante
o vento batendo na janela
meu coração pulsante
a olhar a cidadela

Prefiro minhas rimas pobres
que rima nenhuma
boas intenções as cobrem
talvez nem todas, mas algumas

Se essa é minha voz
deixa sair como quiser
ainda que não seja feroz
está aqui como vier

Minhas palavras tão pequeninas
passam despercebidas
como o voo da cortina
que na janela é mantida

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