terça-feira, 31 de julho de 2012

Será que voltaste
ou está só de passagem?
Nem se anunciaste
e já está aqui nessa postagem

Me deixou de lado
assim sem explicação
Um tempo assombrado
Levado fora a inspiração

Quando o alfabeto
não fazia uma palavra
E embaixo desse teto
sorriso se comprava

Que isso seja passado
visto que voltei aqui
apertando esse teclado
tecla lá e tecla ali

Já que veio
eu vou aproveitar
esse seu passeio
e apertar o publicar
Floresceu antes da primavera
minha Camélia
Voltou!

Doce é teu amor
que alegra meu coração
E não tem sumiço
que diminua isso

Passamos pelo silêncio
com o peito apertado
Bem vindo sempre és
o teu mundo encantado

És a melodia da garoa
que faz meu corpo dançar
És essa boa pessoa
que veio me iluminar

A falta é tanta!
De carregar não é leve
Mas meu amor agora canta
por que te verei em breve!

domingo, 22 de julho de 2012

Acabam chegando as horas em que quase todos gostariam de trocar sua solidão por uma união qualquer, por mais banal e sem valor que seja, trocá-la pela aparência de uma mínima concordância com o próximo, mesmo que com a pessoa mais indigna... No entanto, talvez sejam justamente essas as horas em que a solidão cresce [...].
Rilke

A superfície é 'tão rasa como uma folha de papel'. Isso ela ouviu algumas vezes. 'Mas ao menos tenho algo para me encobrir' pensou nos últimos tempos.

Ainda que raso fosse
profundidade mínima
pudera ser doce
o devaneio da menina

Por que quem
nunca houvera de ter usufruído
dessa enganação

Máscaras todos têm,
ela seria só mais uma a reconhecer.

"Há um número imensos de pessoas, mas o número de rostos é muito maior, pois cada uma delas possui vários". Rilke

domingo, 8 de julho de 2012

O ar noturno sempre trará pensamentos
que passam despercebidos pela luz do dia
Escondidos com a luz
eles se mostram no escuro
Indefesos, ingênuos
pensamentos, nada mais

Pudera ser a intimidade com o escuro
o flerte com a lua
que trouxera à tona
a loucura sua

O mundo entendido
à sua maneira
sem passar despercebido
mas sem dar bandeira

É embutido demais
percebido no traço
de linhas proximais
que formariam um abraço

Sonhos, visões
alma sonâmbula
inventando aparições

segunda-feira, 2 de julho de 2012

E perdi a poesia
depois de encarar
o rosto que eu já conhecia

Ela não lembrava mais como se escrevia
mas ainda pegava a caneta

Que sejam linhas difíceis

domingo, 1 de julho de 2012

      Só não pense que aqui sofro desilusões; pelo contrário. Admira-me, Às vezes, com que prontidão eu renuncio a tudo o que eu esperava em favor daquilo que é real, mesmo quando é ruim.
Meu Deus, se algo disso pudesse ser partilhado. Mas se então isso ainda seria, ainda seria? Não, isso é apenas ao preço de se estar só.

Os Cadernos de Malte Laurids Brigge